Orçamento para moradia é reduzido em meio à crise climática, aponta estudo
Os dados do Inesc apontam que a queda acontece em meio a urgência climática; segundo a ONU, centros urbanos ocupam menos de 5% da superfície do planeta, mas concentram 56% da população mundial
O programa brasileiro Moradia Digna registrou, em 2025, perda de cerca de R$ 3 bilhões entre a proposta enviada pelo governo federal e o valor autorizado pelo Congresso. Os dados indicam que os recursos destinados às políticas de melhoria habitacional, de forma geral, foram os mais impactados pelas regras fiscais.
A CNN Brasil teve acesso em primeira mão ao relatório “Orçamento e Direitos: balanço da execução de políticas públicas (2025)”, elaborado pelo Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), que analisa o orçamento público federal e as políticas urbanas executadas no último ano.
A pesquisa aponta ainda que as cidades estão no centro das emergências climáticas e são os locais mais afetados pela falta de investimentos em políticas voltadas à melhoria das condições de moradia da população mais vulnerável.
Segundo a ONU Habitat, os centros urbanos ocupam menos de 5% da superfície do planeta, mas concentram 56% da população mundial, percentual que pode chegar a 68% até 2050.
Outros dados mostram que, embora o déficit habitacional tenha caído de 6,3 milhões para 5,9 milhões entre 2022 e 2023, o número de moradias inadequadas aumentou. O levantamento também evidencia o racismo ambiental: sete em cada 10 pessoas, o equivalente a 68%, que vivem em habitações precárias ou não possuem moradia são negras.
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